Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cinema. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Que cavação é essa?" no Rio

Amanha, dia 27 de novembro, o nosso filme Que cavação é essa? fará a sua estréia carioca na Cinemateca do Mam às 18:30. Não percam! A exibição será dentro de uma sessão especial comemorativa aos 40 anos do curso de cinema da UFF, organizada pelo cineclube Tela Brasilis.

Vão passar clássicos curtas da UFF como Gostosa, Impresso à bala, Niteroi em foco. Quem é ou foi da UFF já se cansou de ver esses filmes, justamente porque em todas as retrospectivas da UFF lá estão eles marcando presença, já que sao bons curtas. Quem já os viu, vale a pena ver de novo, quem ainda não viu, vá lá ver. O inédito no Rio Que cavaçao é essa? , também vale a conferida.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Hoje termina o Festival de Brasília

Hoje acaba o 41 Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, edição que teve a peculiaridade (bastante ressaltada pela imprensa ) de "privilegiar" o documentário em sua seleção. Boto o privilegiar entre aspas porque na verdade a opção não se constitui em um privilégio a essa ou aquela estratégia (uma vez que documentário não é um gênero ou um segmento à parte do cinema) e sim a simples constatação que em sua maioria a produção de documentários no Brasil atualmente apresenta uma melhor qualidade que as de ficção.

É uma pena que justo nessa edição não rolou uma cobertura da Cinética. Já que a revista desde o seu começo sempre deu uma especial atenção ao documentário de um modo geral e ao brasileiro em particular, seja através da cobertura Festivais como o É tudo verdade, de resenha dos documentários que entram em cartaz ou na produção de mostras como Eu é um outro. Como os seus editores revelaram no editorial desse mês, a organização do evento negou pela terceira vez consecutiva disponibilizar ao menos uma credencial. Realmente é dificil detectar qual é o critério utilizado, porque se convida jornalistas da grande imprensa que fazem uma cobertura pela internet através de seus respectivos blogs assustadoramente fraca, tanto sob o aspecto da qualidade quanto o da quantidade e negam a credencial a críticos realmente comprometidos com a crítica e com a produçao audiovisual realizada no Brasil.

Não dá para entender.

sábado, 19 de julho de 2008

Noches Púrpuras


Vou aproveitar que o Cineforo está fazendo uma retrospectiva do ¨melhor¨ que foi exibido no circuito cinematogáfico de Guadalajara nesse primeiro semestre de 2008, para ver o My Blueberry Niggths / Noches Púrpuras do Wong Kar Wai, que eu perdi quando entrou em cartaz. Nessa retrospectiva também vai passar o último do Cronenberg, Eastern Promises / Promesas Peligrosas ( esse eu vi, esse eu não poderia perder) e o mexicano Párpados Azules , que é bastante interessante.

Nota sobre o circuito exibidor mexicano

No Rio eu morava praticamente ao lado do Estação Botafogo, aqui em Guadalajara estou morando agora há poucos minutos do Cineforo , o único ¨cinema de arte¨ ou cinema de repertório ¨alternativo¨ da cidade. Fora esse cinema, que pertence à Universidade de Guadalajara, o circuito exibidor da cidade é praticamente dominado pela rede Cinépolis. Trata-se de um quase monopólio. Um amigo meu me disse que isso acontece mais aqui em Guadalajara ( a segunda maior metrópole do país) , em Monterrey ( a terceira) e em algumas outras capitais e estados improtantes. Só na Cidade do México, segundo ele, que a poderosa empresa atuaria sob o peso da concorrência, entre elas, o Cinemark. Parece que os propietários da rede Cinépolis, que também tem salas espalhadas pela Guatemala, Costa Rica, El Salvador, Panamá e Colombia, são mexicanos. Mas isso não muda absolutamente nada. Por acaso o grupo Seviriano Ribeiro também nao é brasileiro? A lógica empresarial é absolutamente a mesma, sendo os propietários das redes exibidoras americanos ou brasileiros ou mexicanos. Trata-se de um negócio e eles não querem perder dineiro ( por acaso alguém quer?) e ponto final.


Mas que é chato não ter mais espaços para outros tipos de cinema, isso é. E o circuito para esse "outro" cinema é aqui muito mais pobre que o do Rio. E como acontece também em outros países, tudo que não é cinema americano é incluido no rótulo "cinema de arte". Ou seja, o cinema comercial produzido em outros cantos do globo aqui vira "cinema de arte". No Cineforo, por exemplo, tem um cartaz enorme de Avassaladoras, o que indica que esse filme já foi exibido lá. Aqui o filme ganhou como título o de Devoradoras de hombres, ou algo assim, não me lembro direito.

É curioso que os mexicanos só puderam ver o Avassaladoras no Cineforo. Será que o público frequentador da rede Cinépolis não teria gostado de vê-lo? Ou será que ele realmente sempre vai preferir os "originais" americanos como o recente Loucura de amor em Las Vegas , por exemplo, aos "similares" latino-americanos, que tem muito mais haver com ele?